No período em que os homens viviam em cavernas, parte de sua alimentação era baseada em grãos triturados pelos dentes. Posteriormente começaram a moer os grãos com pedras, misturá-los com água e secá-los no fogo duas vezes.

A esses alimentos, secos e quebradiços, deu-se o nome de biscoitos. A confecção profissional do alimento surgiu, somente, no século VII a.C entre os persas e posteriormente seria a base alimentar das tripulações na época dos descobrimentos portugueses. Consistia num pão de farinha de trigo, de forma achatada, cozido no forno duas, três ou mais vezes, de modo a assegurar  a durabilidade das suas qualidades alimentares durante muito tempo, e era  muito duro como haste de cornúpeto. Chegou a ser tal a procura de biscoito para aprovisionar as armadas dos navios que houve a necessidade de importá-los. O padre Raphael Bluteau na sua obra Vocabulário português e latino, chama-lhe mesmo “pão do mar” ou “pão namor”. Em 1498, a ração de biscoito, por cada tripulante era de 28 arráteis por mês (o arrátel equivale a 459 gramas) o que dá um pouco mais de 12 quilos, isto é, 428 gramas por dia. Na Índia, para substituir o trigo, fazia-se uma massa de “sagu”, substância farinácea extraída da parte central de algumas palmeiras e que podia conservar-se até vinte anos.[8]

Entre os egípcios, os biscoitos já pareciam bolachas secas e eram servidos adocicados com mel,  uma vez que o açúcar ainda não era conhecido. Era objeto de gentileza entre a casta nobre, feitos para dar de presente aos amigos. Na época, um especialista em fabricar os biscoitos era em geral um escravo, já que a receita era passada de geração para geração entre estes. Um especialista em biscoitos podia ser comprado, alugado ou tomado à força. Era um escravo de luxo.

Ainda, segundo historiadores, os gregos juntaram ao mel,  leite e canela à receita do pão egípcio, criando assim biscoitos deliciosos.

Os romanos contribuíram, projetando e construindo fornos, tornando assim os biscoitos mais crocantes.

Os árabes, mestres na arte de combinar ingredientes e especiarias, traziam consigo enormes potes de barro com biscoitos, no momento da invasão da Península Ibérica.

Atualmente, o biscoito conhecido como Cookie é muito consumido nos Estados Unidos e também aqui no Brasil, mas, de acordo com o The Best Cookies Bsb, ele “foi criado na Europa, mais precisamente na Inglaterra, apesar de seu nome ter origem holandesa. A palavra koek, em Holândes, significa bolo pequeno e o diminutivo dessa palavra é koekje que, por sua vez, se pronuncia Cukiê, dando então origem ao nome do biscoito.”

A história conta, também,  que o biscoito ganhou esse nome porque surgiu a partir de uma pequena massa de bolo (tipo, uma amostra), que era usada para testar a temperatura do forno antes de colocar o bolo inteiro para assar. Devido à ausência de tecnologia na época, essa era uma das maneiras de se evitar um possível erro na produção dos bolos.

Os biscoitos super combinavam com o tradicional chá consumido na Inglaterra durante o século XVIII, mas muitos registros apontam para que, antes da história europeia, os cookies já estavam presentes na região da Pérsia, no século VII.

A Inglaterra mostrou ser um bom mercado produtor. Lá se fabricavam vários tipos de biscoitos muito saborosos e procurados e  começou a exportar o produto para suas colônias.

Através das colonizações britânicas e alemãs, os biscoitos chegaram a América, por volta de 1930. Em pouco tempo, quase todas as cidades importantes dos Estados Unidos já consumiam o “biscoito para chá e café dos ingleses e, mais especificamente nos Estados Unidos, o biscoito ganhou crocância e gotas de chocolate.

Nos seus primeiros anos de colônia, os Estados Unidos não tinham condições de fabricar os biscoitos, entretanto, reconhecendo a importância do mercado, não demorou muito para importar da Inglaterra os equipamentos necessários e, desta forma,  deram início a uma florescente indústria de biscoitos. O passo seguinte, em razão da necessidade de fabricarem peças de reposição para as máquinas, foi, logicamente, a implantação, no norte, das indústrias para a fabricação de equipamentos de biscoitos.

Estava assim determinado o declínio das importações de biscoitos ingleses e o início da indústria norte-americana de biscoitos.

Daí em diante, a evolução se fez de forma acelerada, até mesmo o nome inglês “biscuit” foi abandonado e os produtos americanos foram rebatizados de “cookies”.

A criadora do biscoito sucesso na terra do Tio Sam, foi Ruth Wakefield, proprietária de um chalé na estrada entre Boston e New Bedford, no estado de Massachusetts, chamado Toll House Inc. O local funcionava como uma espécie de pousada, onde ela servia comida caseira para os hóspedes.

A história conta que Ruth aperfeiçoou esta receita dos cookies enquanto preparava outro biscoito e misturou, na massa, pedaços inteiros de uma barra de chocolate, pensando que eles iriam derreter. Os pedaços de chocolates não derreteram por completo e  sim mantiveram a  sua forma. A fórmula foi um sucesso e, assim, ficaram conhecidos os deliciosos Chocolate Chip Cookies. produzido por Ruth Wakefield.

De acordo com o site americano The New Yorker,

“A receita, que foi modificada nas décadas seguintes, fez sua primeira aparição impressa na edição de 1938 do livro de receitas “Tentado e Verdadeiro” de Wakefield. Criado como acompanhamento para o sorvete, o biscoito de chocolate tornou-se tão célebre que Marjorie Husted (também conhecido como Betty Crocker) apareceu em seu programa de rádio. Em 20 de março de 1939, Wakefield deu à Nestlé o direito de usar sua receita de cookies e o nome da Toll House.”

Essa descoberta fez tanto sucesso nos Estados Unidos, que os americanos passaram a ser os maiores consumidores de cookies do mundo, chegando a cerca de dois bilhões por ano, o que representa quase 300 cookies para cada cidadão.

Enfim, são muitas as histórias e vertentes contadas e espalhadas   em textos pela Internet e outros que contam “pedaços” da origem e evolução dos biscoitos…

O que , de fato, constatamos ao longo do tempo, é que estes alimentos milenares, sejam eles conhecido  como biscoitos, bolachas, cookies ou similares,  são muito,.. muito  saborosos e , proporcionam um grande prazer no seu consumo. São, também,  práticos, fáceis de armazenar e  consumidos nas ocasiões e momentos mais diversos, seja no lazer, no trabalho, na escola, em casa, em reuniões, festas, viagens, cafés, brunches  e momentos sem fim…

Afinal, quem não gosta de saborear  um biscoitinho com um cafezinho, chá, suco, ou simplesmente apreciar este alimento delicioso….

Agora, que você já conhece um pouco mais da trajetória do biscoito até os dias de hoje, que tal conhecer a  deliciosa linha de biscoitos e cookies Sense by Ana Claudia ?

Equipe Sense By Ana Claudia

Fontes e Referências  :

https://pt.wikipedia.org/wiki/Biscoito

http://cozinhafitefat.com.br/index.php/2017/07/19/onde-surgiram-os-cookies/

http://rsamaquinas.com.br/site/a-origem-do-biscoito/

http://www.pucsp.br/maturidades/sabor_saber/biscoito_bolacha.html